quinta-feira, 31 de março de 2011
Queria ter chego mais cedo,
Mas hoje não deu.
E no momento em que eu perco o filme do começo
Não dá pra voltar.
Chego quando abrir a sessão das dez!
Vou assistir,
Até que me organizei pra chegar.
Não deu e foi mal,
Foi mal, não foi por mal.
Queria tanto ler o letreiro,
Saber de cara quem vai ser o vilão.
Ação, suspense, filme de ninja ou de amor,
Próximo filme vou ser pontual.
Pontual, Tulipa Ruiz.
terça-feira, 29 de março de 2011
[...]
Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.
Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispector.
segunda-feira, 28 de março de 2011
- Não sei - respondeu ele depois de um curto silêncio - talvez você seja feliz alguma vez, não compreendo, de uma felicidade que poucas pessoas invejarão. Nem sei se poderia chamar de felicidade. Talvez você não encontre mais ninguém que sinta como você, como...
(Clarice Lispector, Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres)
- Afinal nessa busca de prazer está resumida a vida animal. A vida humana é mais complexa: resume-se na busca do prazer, no seu temor, e sobretudo na insatisfação dos intervalos. É um pouco simplista o que estou falando, mansão importa por enquanto. Compreende? Toda ânsia é busca de prazer. Todo remorso, piedade, bondade, é o seu temor. Todo o desespero e as buscas de outros caminhos são a insatisfação. Eis aí um resumo, se você quer. Compreende?
sexta-feira, 25 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
Confundimos amor com paixão, amizade com necessidades em comum, ódio com raiva, prazeroso com indispensável, enfim – torturamos a nós mesmos todos os dias com sentimentos que talvez nem sequer saibamos comunicar uns aos outros. Não valorizamos o transcendental, o abstrato, o inefável, e os colocamos nomes como se fossem limites, sem considerar um qualquer ponto variável. Não se ama igualmente, o apreço não é recíproco e não sabemos quanto tempo leva para algo esfriar e acabar. Nem nós somos mais os mesmos: já fomos, quem sabe, três ou até mais pessoas no decorrer de meros 21 anos?
Quanto tempo mais levará para entender que cada um segue o seu caminho e é absolutamente mais fácil um caminho ser distinto do outro, do que paralelo? E não esqueça: cruzamentos só acontecem em ferrovias.
O que se sente continuará a ser desprezado. As pessoas continuarão a partir. Torne-se indispensável para alguém, mas proteja-se de tornar alguém indispensável para você. Manter-se bem não é somente procurar melhorar, mas sim procurar cada vez mais não se decepcionar com ninguém.
Tudo é relativo. Menos o caráter.
“No primeiro, no centro final, a sensação simples e sem adjetivos, tão cega quanto uma pedra rolando. Na imaginação, que só ela tem a força do mal, apenas a visão engradecida e transformada sob ela a verdade impassível. Mente-se e cai-se na verdade. Mesmo na liberdade, quando escolhia alegre novas veredas, reconheci-as depois. Ser livre era seguir-se afinal, e eis de novo o caminho traçado.”
quinta-feira, 3 de março de 2011
Alexandra Moura