quarta-feira, 25 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
[...]
A questão é que o rótulo vende. Ser "politicamente incorreto", no Brasil de hoje, é motivo de orgulho. Todo pateta com pretensões à originalidade e à ironia toma a iniciativa de se dizer "incorreto" - e com isso se vê autorizado a abrir seu destampatório contra as mulheres, os gays, os negros, os índios e quem mais ele conseguir.
Não nego que o "politicamente correto", em suas versões mais extremadas, seja uma interdição ao pensamento, uma polícia ideológica.
Mas o "politicamente incorreto", em sua suposta heresia, na maior parte das vezes não passa de banalidade e estupidez.
[...]
Politicamente fascista, Marcelo Coelho
A questão é que o rótulo vende. Ser "politicamente incorreto", no Brasil de hoje, é motivo de orgulho. Todo pateta com pretensões à originalidade e à ironia toma a iniciativa de se dizer "incorreto" - e com isso se vê autorizado a abrir seu destampatório contra as mulheres, os gays, os negros, os índios e quem mais ele conseguir.
Não nego que o "politicamente correto", em suas versões mais extremadas, seja uma interdição ao pensamento, uma polícia ideológica.
Mas o "politicamente incorreto", em sua suposta heresia, na maior parte das vezes não passa de banalidade e estupidez.
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Politicamente fascista, Marcelo Coelho
terça-feira, 10 de maio de 2011
Acreditava-se muito poderoso e sentia-se infeliz. Tão poderoso que imaginava ter escolhido os caminhos antes de neles penetrar - e apenas com o pensamento. Tão infeliz que, julgando-se poderoso, não sabia o que fazer de seu poder e via cada minuto perdido porque não o orientara para um fim. [...]
Ele aprendeu desde cedo a pensar e como não vira de perto nenhum ser humano senão a si mesmo, deslumbrou-se, sofreu, viveu um orgulho doloroso, às vezes leve mas quase sempre difícil de se carregar.
Ele aprendeu desde cedo a pensar e como não vira de perto nenhum ser humano senão a si mesmo, deslumbrou-se, sofreu, viveu um orgulho doloroso, às vezes leve mas quase sempre difícil de se carregar.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
- Gosto. Mas eu nunca sei o que fazer das pessoas ou das coisas de que eu gosto, elas chegam a me pesar, desde pequeno. Talvez se eu gostasse realmente com o corpo... Talvez me ligasse mais... - São confidências. Deus meu. Agora vou dizer assim: - Foge de mim porque eu não trago paz a ninguém, dou aos outros sempre a mesma taça, faço com que digam: eu estive cego, não era paz o que eu tinha, agora é que a desejo.
(Clarice Lispector, Um Sopro de Vida, p. 101, Ed. Rocco)
(Clarice Lispector, Um Sopro de Vida, p. 101, Ed. Rocco)
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