Hoje trago dois parágrafos de um texto sem contexto e sem mediadores. Não escrevo a ninguém, e o que você encontra nesse ambiente nada mais é do que pensamentos soltos traduzidos em palavras, para que você possa (não) entender o que eu também não entendo.
1. A INTRODUÇÃO MAIS MALFADADA DA HISTÓRIA
Andam me perguntando como estou, já não sei mais como responder. Cansei de "bem", "mal", "mais ou menos" ou "levando". Então criei um novo jeito de responder, apenas digo: "a vida continua". E que se passe a nova pergunta - outro clichê? Quem sabe. Não ouso arriscar. Nem minhas vírgulas são bem pontuadas, quanto mais aquilo que espero que aconteça.
Pirei? Não sei. Talvez fizesse parte do processo evolutivo que tantas pessoas ditam o fim. O mesmo que nunca consegui prever ou estabelecer, sequer, em prognose póstuma. Gosto desse ambiente porque aqui não preciso acordar sorrindo todos os dias, vez que aqui nem sempre é dia, às vezes é noite, mas também pode ser só branco, ou só preto, ou só um pedaço de nada que passa como um raio e acerta um alvo que nunca foi alvo, pois o acaso ainda pode proteger quem andar distraído, bem como o fruto pode cair longe da árvore (essa descobri recentemente!)
Quem dera me ocorresse mais o acaso!
- "O que aconteceu?" (Já sou capaz de ouvir).
- Nada. Ressaca.
- Bebeu?
- Não, ressaca de uma introdução malfadada, e de um retorno a insanidade que aqui prestou serviços e me mostra que o Ser já não recebe mais o novo. Mas, mais que isso, ressaca de amores, ressaca dos afazeres, ressaca de consciência malacabada.
Ah! Se o novo me surgisse... O que Clarice denominava como novidade de espírito. Por que não?
Uma consciência já é demais, agora duas... Não há quem aguente. Brigam constantemente a respeito das minhas próprias vontades, e eu que já não estou no comando, me aprisiono no inconsciente, onde é mais seguro.
Ainda assim me acham, Santo Deus! Que vão para o inferno, ou me deixem ir para lá sozinho, por que havemos de ir juntos? Só quero meu escudo, minha armadura, e tudo que me despi há momentos atrás, porque já deu de andar sem trajes.
Antes capaz de bloquear um machado; hoje capaz de ser ferido pelo espinho de uma rosa qualquer, e diga-se lá que nem a cor importaria! (vermelha ou branca)
Olho tudo que já escrevi, e sequer rechaço. Mas não sei bem quem era quando escrevi.
Creio que me ofenderia profundamente se me dissessem: "Nossa, tanto tempo e você continua o mesmo". Como assim o mesmo? As coisas mudam tanto que a pessoa que pecou no dia anterior já não é a mesma a ser punida no dia seguinte, e você me diz que justo eu continuo o mesmo? Então, por favor, se me encontrar, pode dizer que engordei ou emagreci tranquilamente - mas diga que algo mudou. Contudo, como ia dizendo, não rechaço os textos anteriores, cada um levou um pedaço de si em seu momento. Quem alçar tentar o absurdo de juntar as peças desse quebra cabeça que ninguém montou, fique à vontade. Mas julgue um contexto, embora seja impossível um texto definitivo.
Creio que me ofenderia profundamente se me dissessem: "Nossa, tanto tempo e você continua o mesmo". Como assim o mesmo? As coisas mudam tanto que a pessoa que pecou no dia anterior já não é a mesma a ser punida no dia seguinte, e você me diz que justo eu continuo o mesmo? Então, por favor, se me encontrar, pode dizer que engordei ou emagreci tranquilamente - mas diga que algo mudou. Contudo, como ia dizendo, não rechaço os textos anteriores, cada um levou um pedaço de si em seu momento. Quem alçar tentar o absurdo de juntar as peças desse quebra cabeça que ninguém montou, fique à vontade. Mas julgue um contexto, embora seja impossível um texto definitivo.
No final das contas, ainda não acabamos a introdução malfadada, talvez esse seja só mais um capítulo... E a vida continua.