Talvez não seja o momento; ou talvez seja, mas quem melhor que o tempo para dizer?
Um Quarto há de ser maior que o próprio mundo, mas o mundo caberia em um Quarto?
Resposta e pergunta fundamental aos problemas existenciais de nossa atual conjuntura.
Dentro de um Quarto que não há janelas, não há todo mundo e também não há ninguém. Não há nada para se quebrar, tampouco limites como espaço e tempo. Mas há uma porta que, curiosamente, parece muito o coração, dígna de uma fechadura tão ruim que não abre pelo lado de dentro, somente pelo lado de fora.
Por outro lado, não há necessidade de chave, basta apenas um forte chute e pronto!
Se for entrar, devo advertir, feche a porta rápido! Bata 4 pregos em um pedaço de madeira bem acima da fechadura. Não deixe com que o ar de fora entre, é demasiada poluição para um ambiente sem janelas.
Por outro lado, não há necessidade de chave, basta apenas um forte chute e pronto!
Se for entrar, devo advertir, feche a porta rápido! Bata 4 pregos em um pedaço de madeira bem acima da fechadura. Não deixe com que o ar de fora entre, é demasiada poluição para um ambiente sem janelas.
Se soubessem que teriam uma resposta, até fariam perguntas, mas em se tratando dele, sabiam que seu hábito era de nunca tocar no assunto, afinal, nunca houvera pedido socorro sequer, odiava visitas inesperadas!
Ocorrera que, por certo tempo, andou sozinho. Aprendeu mais consigo mesmo do que em todos os anos em que vivera naquela - hoje, trágica - normalidade.
Mas assim como o Poeta enuncia a palavra inesperada, causando desiquilíbrio e desarmonia nos acórdes, descobriu-se o Quarto.
Nada demais! - dizia ele, quatro paredes, uma cama, inúmeros livros, cadeiras, mesas, etc., e, lógico, seus fantasmas.
O desdém do início era inevitável! Esperaria por uma novidade de espírito até que sucumbisse ao profundo tédio.
Com o passar do tempo, tomou consciência de que o Quarto não era qualquer quarto. Não teria qualquer novidade de espírito, ao menos, não da forma como havia esperado até então. Deu-se conta de um sem número de verdades que já habitavam aquele Quarto, desde sua chegada. Eureca!
A falta Dela, inclusive.
Seu raciocínio era predominantemente influenciado pela lógica, uma vez que a tomara para si como um método a fim de se manter lúcido. Até perceber que o Quarto havia sido preparado, em cada detalhe, às suas necessidades.
"Quem? Quando? Por quê? Por que aqui? Ahn?" - Seriam perguntas comuns e previsíveis, mas em sabendo disso, Ele, que não gostava nada que lhe fosse previsível, sequer se atormentou com tantos "por quês".
O Quarto virou realidade; realidade era o Mundo, logo, o Quarto era seu Mundo.
Um verdadeiro sistema autopoético, o Quarto era autorreferente.
Seu Mundo, suas regras!
Restaurou valores como quem restaura móveis antigos: com paciência e a esperança de que o passado lhe viesse útil ao presente e ao futuro.
Com o passar do tempo, tomou consciência de que o Quarto não era qualquer quarto. Não teria qualquer novidade de espírito, ao menos, não da forma como havia esperado até então. Deu-se conta de um sem número de verdades que já habitavam aquele Quarto, desde sua chegada. Eureca!
A falta Dela, inclusive.
Seu raciocínio era predominantemente influenciado pela lógica, uma vez que a tomara para si como um método a fim de se manter lúcido. Até perceber que o Quarto havia sido preparado, em cada detalhe, às suas necessidades.
"Quem? Quando? Por quê? Por que aqui? Ahn?" - Seriam perguntas comuns e previsíveis, mas em sabendo disso, Ele, que não gostava nada que lhe fosse previsível, sequer se atormentou com tantos "por quês".
O Quarto virou realidade; realidade era o Mundo, logo, o Quarto era seu Mundo.
Um verdadeiro sistema autopoético, o Quarto era autorreferente.
Seu Mundo, suas regras!
Restaurou valores como quem restaura móveis antigos: com paciência e a esperança de que o passado lhe viesse útil ao presente e ao futuro.
Limites já não haviam:
Compreendeu,
Planejou,
Preparou, e, por fim,
Passou à ação...