segunda-feira, 18 de abril de 2011

Espera - é só um sonho, não pode me machucar!

domingo, 17 de abril de 2011

Sujeito Oculto.

Sempre tenho algo a escrever, mas ocorre um certo bloqueio na organização das palavras. Aí um segundo passa: tudo se transforma em outra interpretação. Tive conversas inspiradoras, li textos excelentes, mas de repente... é revelação de uma palavra.
Ando exigindo demais de mim, e exigir dos outros é consequência. Logo tudo isso não é mais um ciclo, um hábito (doença). Elogiam meu vocabulário, mas simplesmente pareço não encontrar nunca as palavras que quero, e mais uma vez fico sem entender. Aí tudo parece jogado. Mas lembro - "te acalma, é só mais um sintoma".

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Faço o que quero, - continuou -, e ninguém me obriga a escrever a Divina Comédia. Não há outra maneira de ser senão a que é, o resto é bordado inútil[...]

sábado, 2 de abril de 2011

Somos desligados demais para nos limitar a qualquer conversa. A gente ouve, responde e deixa pra lá. Balança a cabeça, finge que entende e o cérebro se tranca, se recusa a trabalhar diante de fatos tão desprovidos de importância. E eles, eles são estúpidos demais para perceber que nem estamos mais ali. Que a nossa cabeça já deu cento e setenta milhões de voltas antes de começarem a contar qualquer lorota. E então a gente sorri, estala os dedos, cruza as pernas e balança o pé em um tic nervoso rezando para calarem a boca e te oferecerem um café ou uma água pelo amor de Deus.

Odeio chás.


Chá das Cinco, Suellen Nara. (equilibriobambo.blogspot.com)
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir... e rir.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

No entanto, por um caminho natural, se não buscasse um deus exterior terminaria por endeusar-se, por explorar sua própria dor, amando seu passado, buscando refúgio e calor em seus próprios pensamentos, então já nascidos com uma vontade de obra de arte e depois servindo de alimento velho nos períodos estéreis. Havia o perigo de se estabelecer no sofrimento e organizar-se dentro dele, o que seria um vício também e um calmante.
O que fazer então? O que fazer para interromper aquele caminho, conceder-se um intervalo entre ele e ele mesmo, para mais tarde poder reencontra-se sem perigo, novo e puro?
O que fazer?
O piano foi atacado deliberadamente em escalas fortes e uniformes. Exercícios, pensou. Exercícios... Sim, descobriu divertido. Por que não? Porque não tentar amar? Por que não tentar viver?


Leão é pouco. O que eu ando matando pra sobreviver ainda não tem nome.

(Clarice Lispector, Perto do Coração Selvagem)