Sabe, acho que só Deus mesmo pra saber quantas vezes temos o caminho mais fácil e o mais difícil a se seguir, sabe? Como uma estrada com duas plaquinhas apontando as direções e os destinos, bem ali onde o caminho se divide: momento da escolha. Quantas vezes a gente poderia ter usado o sábado, o feriado ou as férias para sair e comprar uma cerveja ou sentar em uma mesa de bar, ou sei lá o quê? Ora, consideremos que metade do mundo acharia isso o mais sensato e normal a se fazer, e realmente, é um caminho da estrada. O outro caminho é pouco atraente, sempre. Confesso precisar ser um pouco "besta" e "prepotente" ao ponto de se meter nele. A questão é, algumas pessoas tem visão (quase que de "raio-x" mesmo). Porque somos e seremos eternamente responsáveis por onde andarmos nas horas em que o caminho se dividir, digo, pelas escolhas e direções tomadas. É tão mais fácil escolher uma estrada à outra - nela muitas vezes encontraremos nossos amigos, um churrasco, uma festa boa, ou até mesmo uma piscina agradável em um dia de muito calor -, e como é sempre Deus que dá a opção, nunca poderemos julgar tolos aqueles que escolherem trilhar nessa direção.
De outra forma, Deus também é quem dá o outro caminho, a outra opção. Ele, caprichosamente, camuflou com perfeição o começo dessa outra direção. Colocou lá muitas pedras, muros enormes, de modo que muitas pessoas não conseguem nem ver o final da estrada, aliás, acho que só se vê o final dessa estrada se você escolher trilhar por ela. Ele também te diz, todo dia, bem baixinho: "Pode ir, filho. Sem medo, se você cair, eu te dou ainda mais força pra você se levantar e continuar". Quem consegue ouvir, segue! Continua caindo, continua lutando, continua quebrando muros no murro e empilhando pedras, numa estrada de cacos de vidro, e muitas vezes, estamos lá, descalços, permitindo com que cada caco entre nos nossos pés.
Assim como todo carnaval tem seu fim, um dia chegamos ao nosso destino: ao ponto de chegada. Os dois caminhos, independente de qual, levaram seus mochileiros ao final da estrada. Aí é hora de olhar para trás, e com certeza, eu não sei como é o outro caminho, eu já escolhi o meu, você já escolheu o seu, ambos estamos trilhando ou já chegamos ao nosso destino. Sei que ao viajar, vi muitos castelos que foram construídos com pedras, e às vezes, conheci seus senhores, que me disseram o seguinte: "Tá vendo essas pedras empilhadas? Tá vendo esse castelo? Fui eu quem ergui, pedra por pedra. Estava viajando e encontrei elas no caminho. Tive muita dificuldade, mas enfim, olha esse castelo". E a cada castelo, eu me fortalecia mais, porque eu via que a minha pequena "casinha de cachorro", também feita com pedras, que ergui para escapar dos dias de tempestade, poderia um dia vir a ser um castelo. Eu só precisaria de mais tijólos dos muros que derrubo, mais daquelas grandes pedras que encontro no caminho, e um dia, depois de muito trabalho, esforço - consequências desse caminho -, eu teria meu castelo.
E quanto a Deus, continuo conversando com ele, ouvindo o que ele me diz. Ele, caprichosamente, vai me jogando as pedras que preciso, sempre de tamanho proporcional ao que posso carregar. Nunca é fácil, mas certo dia eu ouvi ele mesmo me dizer: "Missão dada, é missão cumprida!". E eu continuo: um dia, terei meu castelo. Quanto ao outro caminho, não sei, pergunte a eles...
Aos meus anjos da guarda, que estão aí de plantão até eu enfrentar essa 2a fase da OAB e meus, tão desejados, Concursos Públicos, o meu muito obrigado. Essa vitória está sendo construída por nós, e com certeza ela virá da melhor forma e no melhor tempo previsto na vontade de Deus. Porque é a ele que confio tudo, e peço, encarecidamente, que entre a minha vontade e a dele, sempre prevaleça a dele. Que Deus esteja com vocês, e vocês, sempre comigo. Amo todos vocês.
Família, amigos, anjos...