quinta-feira, 21 de maio de 2015

Às avessas..

Em uma linha cronológica, não consigo marcar, sequer, onde tudo se perdeu. 
Quem diria! Logo eu. Alvo de uma peça muito bem pregada pelo destino impregnado por tantas certezas. 
Cara, onde tudo se perdeu?
Autoconfiança demais, talvez. Mas se não a tivesse, quem a teria por mim? 
De monólogos transcendo a vida, tentando compreender o que deu tão errado, e o porquê não poderia/deveria de ter dado certo. 
Outra noite que se vai. 
Quem dera a febre fosse o único motivo de tanto incômodo. 
Eu sei, eu sei, eu sei, eu sei... Mas não está sendo fácil colaborar daqui. 
Prometo hoje, mas amanhã já não sei de mais nada. Memória seletiva de uma cabeça que resolveu tornar-se incapaz de controlar um corpo. 
Talvez o 10 tenha chego, de fato. 
Nesse momento não há tantos infinitos entre 0 e 1. 
Ajuda-te. 
Uma noite na lua resolveria nosso problema. 

terça-feira, 12 de maio de 2015

"Quando você chega à Emergência de um hospital, uma das primeiras coisas que eles pedem é que você dê uma nota para a sua dor numa escala de um a dez. A partir daí eles decidem que medicamentos prescrever e a velocidade com que têm de ser administrados. Passei por essa situação centenas de vezes no decorrer dos anos, e me lembro de uma vez, logo no início, em que eu não estava conseguindo respirar e parecia que meu peito pegava fogo, as chamas lambendo meu tórax por dentro, tentando encontrar um jeito de sair e queimar o lado de fora, e meus pais me levaram para a Emergência. Uma enfermeira me perguntou sobre a dor e eu não conseguia nem falar, então mostrei nove dedos.
Depois, quando eles já tinham me dado alguma coisa, a enfermeira voltou e ficou meio que acariciando minha mão enquanto media a minha pressão arterial, então disse: 'Sabe como eu sei que você é guerreira? Você chamou um dez de nove.‛
Mas não foi exatamente o que aconteceu. Eu chamei aquilo de nove porque estava poupando o meu dez. E aqui estava ele, o grande e terrível dez me açoitando sem parar(...)"


Onde está seu coração, ali estará também o seu tesouro... 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

A Teoria de Tudo.

Dessa vez não bastou fechar os olhos por alguns instantes. 
Precisei apagar as luzes, desligar o som... e de repente um estalo.
Como sempre, em um monólogo, perguntei: "o que havia acontecido?" 
A resposta não tardou: "você desmaiou, nós te socorremos e trouxemos para cá."
Meu Deus, mas eu tenho pressa!! Olhe o relógio, já batem ponteiros para lá da minha hora de entrar em ação. 
Doce ilusão!
Como dizia Clarice, "mente-se e cai na verdade". 
Tudo não passara de uma mentira, de uma verdade inventada, de uma casa sem teto - ainda que pudesse ser de vidro.  
Ah, menino da mansarda! Você encontrou, finalmente, a zona instransponível: o limite das coisas que vivem. 
Ofereceu-se o caminho das pedras, mas você acordou e quis a Via Láctea toda. Pobre menino da mansarda!
Como é descobrir que fez tudo e ao mesmo tempo nada fez? Ora, logo chegará a hora de jogar os dados novamente, mas, por ora, retorne duas casas. Fôlego! 
Cambalear é espécie do gênero andar. Escolha outra, você merece mais, você pode mais, você sabe, e o mais importante, você sabe que todo potencial está aí: guardado. Não há maiores problemas que o tempo não se preste a lhe auxiliar, contudo, torno a dizer: fôlego! 
Você nunca foi de se acomodar, pelo contrário, é um chato de galocha! Qual preocupação? Se acalme, pois em nosso barco não há mais espaço para os preocupados demasiados. "Sê todo em cada coisa, nada teu exagera ou exclui", mas, não, preocupação, tu tiras daqui para nunca mais. 
O limite não é uma barreira de concreto, menino da mansarda! É apenas um cone no meio do caminho, qual nos irresignamos e o removemos. 
Deixa pra lá a Via Láctea, temos coisas mais importantes para fazer por aqui. 
E agora que você sabe disso, que tal lhe servir o "muito do pouco" ao invés (e revés) do "pouco do muito"? 
Sabia que gostaria da ideia!
Vamos. Temos mapa. Não precisamos de carona, e quem (e o quê) ficou pelo caminho, paciência.