sábado, 25 de julho de 2015

Monólogo.

Pensar demais é uma dádiva, mas, ao mesmo tempo, uma maldição. 
Embora tenha plena convicção de que preferiria mil vezes sofrer dessa maldição, do que ser um anencéfalo voluntário. 
Os dias passam e vejo que o "tilt" está cada vez mais perto. 
Óbvio que não será por ausência de processar informações, mas por passar a não compreender como a distopia atingiu um nível tão desenvolvido, ao ponto dessa bagunça nos afetar em vários níveis. 
A esquerda e a direita nunca fizeram tanto sentido. Há uma necessidade em se separar os bois nos dias de hoje. 
Será que posso falar em sensações? Pois, no agora, o palpável nada mais é do que a trilha de um furacão. Rastros, rastros, e mais rastros... 
Enfim, um homem, em cima de um palco, pensando... Pensando alto, é claro! Se não como o público iria saber o que ele está pensando?