- Ah! Os exames estavam para chegar. Algumas respostas em meio a tantas indefinições, ainda que negativas e mornas. O que a longo prazo o fariam lhe sentir ainda pior.
Foi em uma dessas noites que, subitamente, sentiu-se entre dois planos, e não sabia como dar nome àquela realidade que não era bem realidade. Não sabia se estava emerso em mais um de seus cochilos, ou se ainda estava acordado travando mais uma luta contra sua insônia, que passara a ser parte de seus dias.
Em verdade, pouco importava. Sua consciência estava em pleno funcionamento.
Foi quando aconteceu... Aqueles raciocínios tão bem elaborados sendo soprados em seu ouvido por uma voz quase 'terapêutica'.
No início, não deu atenção. Mas, depois das primeiras conclusões, achou genial.
Em verdade, pouco importava. Sua consciência estava em pleno funcionamento.
Foi quando aconteceu... Aqueles raciocínios tão bem elaborados sendo soprados em seu ouvido por uma voz quase 'terapêutica'.
No início, não deu atenção. Mas, depois das primeiras conclusões, achou genial.
Era sobre amor.
Mas como sabia que era sobre amor? Eram raciocínios livres, desconectados, sem sequer um título preestabelecido.
Ele sabia.
Ora, ausência de sanidade e juízo, o que mais pode ser? Era sim, era sobre amor.
Prosseguiu...
Pois bem! Mas era Ela? Não sabia também. Poderia ser, afinal, recebia uma carga enorme de flashes e insights todos os dias, e Ela estava presente em quase todos. Saudade já não era a palavra certa, mas ele fugia de definir, bem como de lembrar, não lhe fazia bem.
Ah, os raciocínios soprados! Eram perfeitos. Tomados por uma característica profundamente introspectiva a qual lhe agradava.
Sua consciência lhe fizera o alerta: "você pode estar sonhando, embora eu ainda esteja aqui trabalhando, a questão é que se você acordar agora, tudo isso irá se dissipar."
Ele sabia que sua consciência não estava mentindo: eram raciocínios preciosos demais, em todos sentidos.
Quando se deu conta de que havia abandonado essa intersecção entre planos, também se deu conta de que não conseguiria transpor em um pedaço de papel tudo aquilo que haviam lhe soprado, ainda que começasse imediatamente por meio do notebook que estava logo ali.
Entretanto, o que mais lhe inquietava era a pergunta: 'Isso já estava dentro de mim, ou alguém, realmente, me soprou aos ouvidos?"- Quer saber? Não importa mais, fosse o que fosse, era maravilhoso.
Foi aí que percebeu o mais importante... havia sido feliz. Obviamente, dono de uma felicidade rara da qual ninguém o invejaria, parafraseando Clarice, sua mentora espiritual.
Mas, sim, era uma novidade de espírito.
Noite adentro refletindo sobre o ocorrido, lamentou quando pensou que os pensamentos poderiam ter sido melhores utilizados se lembrados, ou, pelo menos, lhes retirado a essência, e pudessem ter sido transcritos. Mas, segundos após, tomou conta de si novamente, abriu um sorriso bobo, e repensou a questão: iria passar, então, a aprisionar borboletas só por conta de sua beleza? - e gargalhou, timidamente, frente sua habilidade em brincar com analogias.
Melhor assim: que sejam livres!
Desejou com a esperança de 'recebê-las' novamente.
Talvez fosse um breve sinal de que estava, de fato, cuidando melhor de seu jardim.
Ah, os raciocínios soprados! Eram perfeitos. Tomados por uma característica profundamente introspectiva a qual lhe agradava.
Sua consciência lhe fizera o alerta: "você pode estar sonhando, embora eu ainda esteja aqui trabalhando, a questão é que se você acordar agora, tudo isso irá se dissipar."
Ele sabia que sua consciência não estava mentindo: eram raciocínios preciosos demais, em todos sentidos.
Quando se deu conta de que havia abandonado essa intersecção entre planos, também se deu conta de que não conseguiria transpor em um pedaço de papel tudo aquilo que haviam lhe soprado, ainda que começasse imediatamente por meio do notebook que estava logo ali.
Entretanto, o que mais lhe inquietava era a pergunta: 'Isso já estava dentro de mim, ou alguém, realmente, me soprou aos ouvidos?"- Quer saber? Não importa mais, fosse o que fosse, era maravilhoso.
Foi aí que percebeu o mais importante... havia sido feliz. Obviamente, dono de uma felicidade rara da qual ninguém o invejaria, parafraseando Clarice, sua mentora espiritual.
Mas, sim, era uma novidade de espírito.
Noite adentro refletindo sobre o ocorrido, lamentou quando pensou que os pensamentos poderiam ter sido melhores utilizados se lembrados, ou, pelo menos, lhes retirado a essência, e pudessem ter sido transcritos. Mas, segundos após, tomou conta de si novamente, abriu um sorriso bobo, e repensou a questão: iria passar, então, a aprisionar borboletas só por conta de sua beleza? - e gargalhou, timidamente, frente sua habilidade em brincar com analogias.
Melhor assim: que sejam livres!
Desejou com a esperança de 'recebê-las' novamente.
Talvez fosse um breve sinal de que estava, de fato, cuidando melhor de seu jardim.