terça-feira, 9 de maio de 2017

domingo, 15 de janeiro de 2017

Gatsby acreditava na luz verde, no futuro orgástico que, ano após ano, costuma recuar diante de nós. Ontem fomos iludidos, mas não importa – amanhã correremos mais rápido, esticando nossos braços mais além… E em uma bela manhã, assim avançamos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente de volta ao passado.

(KEY, Francis Scott. O Grande Gatsby)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

É quem só aceita a verdade do jeito que chega aos olhos
Não projete em mim sua frustração
Do jeito que eu vim e que eu sou é como eu vou terminar
Não projete em mim suas ambições
A confiança que eu carrego não cabe no julgamento
Não projete em mim em vão
Eu só lamento, se eu tiver que te decepcionar
Antes você do que eu, e a certeza que eu criei
É maior que meu entendimento
Mas... do jeito que eu ando aqui não dá
Cansei de viver assim. 

Já não dá pra repetir os mesmos erros
Cansei de viver assim. 

domingo, 9 de outubro de 2016

I got my ticket for the long way round
Two bottle 'a whiskey for the way
And I sure would like some sweet company
And I'm leaving tomorrow, what do you say?
When I'm gone...

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Ensaio sobre a Pornografia.

Quando se mora sozinho, desenvolve-se o hábito de falar consigo mesmo. 
Certo dia me disseram: "você é aquilo que faz quando ninguém está olhando". Contudo, penso que o contrário guarda maior pertinência com a realidade - você é aquilo que faz quando o maior número possível de pessoas estão te olhando.
Você não é aquilo que faz quando se despe, mas é aquilo que escolhe vestir, todos os dias, ao acordar (e não falo de roupas!). 
Nós somos escolhas, não a ausência delas. 
O presente parece nunca estar bom, às vezes, até o passado parece melhor, mas, ainda assim, há coragem suficiente para se pedir por mais tempo, mais dias, vai que(...), o mundo gira, é isso que dizem, não é?
Solidão perde toda e qualquer conotação pejorativa quando se mora sozinho. Até mesmo quando o verbo morar quer indicar ser. Há um pouco de escolha misturada com causalidade, um pouco de acaso com coragem, mas também um pouco de fim e um pouco de começo. 
Filosoficamente sim, seríamos aquilo que nos revela o espelho chamado "convívio social", mas, com a licença poética comprada no botequim da esquina, atrevo-me a dizer que somos tão mais os personagens que criamos para o cotidiano, do que àquele a falar sozinho. 
Aliás, sozinho também perde sua conotação pejorativa, assim como sua significação. Com precisão cirúrgica, dizem: nunca se está só. Ora, bem desconfiava! Como desconfio que também não seja Deus quem responde meus infinitos questionamentos dirigidos ao vento, devo imaginar que há algum intrometido nessa história. Oh, Céus! Céus e Freud, lógico. Desvaneios capazes de enlouquecer até o pai da psicanálise, mero desencontro de quase um século.   
Essa formatação de aforismo serviu como uma luva! Como também me caiu bem o pseudônimo. Chega de premissas, recortes metodológicos, ponto referencial bem traçado e um discurso comprometido com os princípios da lógica aritostélica
Se quer tamanho, por que não despir a alma? 
Meu senso autocrítico pode não ser dos mais apurados, mas quanto mais vejo dos personagens, mais entro meu próprio papel, desejando o monólogo por todo o sempre, até que a luz se apague - seria bacana uns aplausos daí, quem sabe uns assobios?! Alguém?!
Algo bacana mesmo, mas contra as regras do jogo, seria descobrir onde estão vendendo esses malditos ingressos e poder comprar todos. Ninguém mais entra! Melhor! Entra sim! Como convidado! 
Aí sim, o show seria completo: todo mundo nu. Exigência do convite!

"... os ciclos de consagracão social serão tão mais eficazes quanto maior for a distância para com o objeto consagrado." (Bourdie)


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Problemas (assi)métricos!

Não falarei em retorno. 
Talvez não seja o momento; ou talvez seja, mas quem melhor que o tempo para dizer? 
Um Quarto há de ser maior que o próprio mundo, mas o mundo caberia em um Quarto? 
Resposta e pergunta fundamental aos problemas existenciais de nossa atual conjuntura. 
Dentro de um Quarto que não há janelas, não há todo mundo e também não há ninguém. Não há nada para se quebrar, tampouco limites como espaço e tempo. Mas há uma porta que, curiosamente, parece muito o coração, dígna de uma fechadura tão ruim que não abre pelo lado de dentro, somente pelo lado de fora. 
Por outro lado, não há necessidade de chave, basta apenas um forte chute e pronto!
Se for entrar, devo advertir, feche a porta rápido! Bata 4 pregos em um pedaço de madeira bem acima da fechadura. Não deixe com que o ar de fora entre, é demasiada poluição para um ambiente sem janelas. 
Se soubessem que teriam uma resposta, até fariam perguntas, mas em se tratando dele, sabiam que seu hábito era de nunca tocar no assunto, afinal, nunca houvera pedido socorro sequer, odiava visitas inesperadas!
Ocorrera que, por certo tempo, andou sozinho. Aprendeu mais consigo mesmo do que em todos os anos em que vivera naquela - hoje, trágica - normalidade. 
Mas assim como o Poeta enuncia a palavra inesperada, causando desiquilíbrio e desarmonia nos acórdes, descobriu-se o Quarto. 
Nada demais! - dizia ele, quatro paredes, uma cama, inúmeros livros, cadeiras, mesas, etc., e, lógico, seus fantasmas
O desdém do início era inevitável! Esperaria por uma novidade de espírito até que sucumbisse ao profundo tédio. 
Com o passar do tempo, tomou consciência de que o Quarto não era qualquer quarto. Não teria qualquer novidade de espírito, ao menos, não da forma como havia esperado até então. Deu-se conta de um sem número de verdades que já habitavam aquele Quarto, desde sua chegada. Eureca!
A falta Dela, inclusive.
Seu raciocínio era predominantemente influenciado pela lógica, uma vez que a tomara para si como um método a fim de se manter lúcido. Até perceber que o Quarto havia sido preparado, em cada detalhe, às suas necessidades. 
"Quem? Quando? Por quê? Por que aqui? Ahn?" - Seriam perguntas comuns e previsíveis, mas em sabendo disso, Ele, que não gostava nada que lhe fosse previsível, sequer se atormentou com tantos "por quês". 
O Quarto virou realidade; realidade era o Mundo, logo, o Quarto era seu Mundo.
Um verdadeiro sistema autopoético, o Quarto era autorreferente. 
Seu Mundo, suas regras! 
Restaurou valores como quem restaura móveis antigos: com paciência e a esperança de que o passado lhe viesse útil ao presente e ao futuro. 

Limites já não haviam:

Compreendeu, 
Planejou, 
Preparou, e, por fim, 
Passou à ação...  



domingo, 18 de outubro de 2015

Se não fossem as minhas malas cheias de memórias
Ou aquela história que faz mais de um ano
Não fossem os danos
Não seria eu

Se não fossem as minhas tias com todos os mimos
Ou se eu menino fosse mais amado
Se não desse errado
Não seria eu

Se o fato é que eu sou muito do seu desagrado
Não quero ser chato
Mas vou ser honesto
Eu não sei o que você tem contra mim

Você pode tentar por horas me deixar culpado
Mas vai dar errado
Já que foi o resto da vida inteira que me fez assim

Se não fossem os ais
E não fosse a dor
E essa mania de lembrar de tudo feito um gravador
Se não fosse Deus
Bancando o escritor

Se não fosse o Mickey e as terças-feiras
e os ursos pandas e o andar de cima da
primeira casa em que eu morei
e dava pra chegar no morro só pela varanda se
não fosse a fome e essas crianças e esse cachorro
e o Sancho Pança se não fosse o
Koni e o Capitão Gancho
Eu não seria eu

Eu posso fazer o que quiser, 
Eu posso ser o que quiser. 
Eu posso dançar sem música.
Aliás... 
É isso que vou fazer, 
Dançar sem música! 

sábado, 25 de julho de 2015

Monólogo.

Pensar demais é uma dádiva, mas, ao mesmo tempo, uma maldição. 
Embora tenha plena convicção de que preferiria mil vezes sofrer dessa maldição, do que ser um anencéfalo voluntário. 
Os dias passam e vejo que o "tilt" está cada vez mais perto. 
Óbvio que não será por ausência de processar informações, mas por passar a não compreender como a distopia atingiu um nível tão desenvolvido, ao ponto dessa bagunça nos afetar em vários níveis. 
A esquerda e a direita nunca fizeram tanto sentido. Há uma necessidade em se separar os bois nos dias de hoje. 
Será que posso falar em sensações? Pois, no agora, o palpável nada mais é do que a trilha de um furacão. Rastros, rastros, e mais rastros... 
Enfim, um homem, em cima de um palco, pensando... Pensando alto, é claro! Se não como o público iria saber o que ele está pensando? 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O que o coração não vê a mente não toca,
Não toca. 
O que o coração está cansado de ser,

Desbota. 
Mandinga pra fazer o outro perder, 

Comigo bate e volta.
Comigo bate e quebra. 
Quem dará, quem me dera? 
Quem fará ela inteira dançar? 

sábado, 11 de julho de 2015

Diagnóstico.

"Rapaz, juro que entendo dessa tua ansiedade. 
Acho compreensível você alegar estresse, depressão, cansaço ou me dizer que a pressão sobre você só aumenta. 
Entretanto, estou convicto de que isto se resume em seu próprio remédio. 
Sei que também não anda dormindo mais, mas, tão apenas, pegando no sono. 
Se é que podemos chamar de sono, não é? Três horas inconsciente por força do péssimo hábito de exagerar em remédios. 
Não acredito que lhe direi isso, mas isso só pode lhe ser entendido como uma dádiva. 
Ampliaram seus dias, já que você não vai durar muito. Aliás, acho que você já sabia disso, assim como eu... antes de qualquer exame mais palpável. 
Tua intensidade não tem por onde escoar, rapaz. 
Teu plano de vida não é longo, e sou capaz de apostar que você nunca se imaginou na velhice. 
Pois bem! 
Caio Fernando de Abreu dizia pelas manhãs: 
(...) repito sete vezes para dar sorte: que seja doce, que seja doce, que seja doce... Assim por diante.
Recomendo que faça o mesmo, logo ao acordar, como anestésico. 
No mais, meu prognóstico será inócuo a ti. 
Mas tua vida não será inócua por aqui,
é o que dizem."

- Sabe... acho que estou curado. 
Restou apenas uma cicatriz, 
que só dói quando chove. 
Obrigado, Doutor!
Agora pode me ver a receita daquele tarja preta? 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O texto sem nome.

Então... suas noites passaram a ser torturantes. Leves cochilos de 1h ou 2h, intercalados por longos períodos desorientados. Sentia-se frustrado, pois sempre pensava no que poderia estar fazendo nesses momentos, mas nunca se preparou para orientá-los. Não perdia só os minutos, também entendia que algo em sua saúde já não era o que deveria ser. 
- Ah! Os exames estavam para chegar. Algumas respostas em meio a tantas indefinições, ainda que negativas e mornas. O que a longo prazo o fariam lhe sentir ainda pior. 

Foi em uma dessas noites que, subitamente, sentiu-se entre dois planos, e não sabia como dar nome àquela realidade que não era bem realidade. Não sabia se estava emerso em mais um de seus cochilos, ou se ainda estava acordado travando mais uma luta contra sua insônia, que passara a ser parte de seus dias. 
Em verdade, pouco importava. Sua consciência estava em pleno funcionamento. 
Foi quando aconteceu... Aqueles raciocínios tão bem elaborados sendo soprados em seu ouvido por uma voz quase 'terapêutica'. 
No início, não deu atenção. Mas, depois das primeiras conclusões, achou genial. 

Era sobre amor
Mas como sabia que era sobre amor? Eram raciocínios livres, desconectados, sem sequer um título preestabelecido.  
Ele sabia. 
Ora, ausência de sanidade e juízo, o que mais pode ser? Era sim, era sobre amor. 
Prosseguiu... 
Pois bem! Mas era Ela? Não sabia também. Poderia ser, afinal, recebia uma carga enorme de flashes e insights todos os dias, e Ela estava presente em quase todos. Saudade já não era a palavra certa, mas ele fugia de definir, bem como de lembrar, não lhe fazia bem.
Ah, os raciocínios soprados! Eram perfeitos. Tomados por uma característica profundamente introspectiva a qual lhe agradava. 
Sua consciência lhe fizera o alerta: "você pode estar sonhando, embora eu ainda esteja aqui trabalhando, a questão é que se você acordar agora, tudo isso irá se dissipar."
Ele sabia que sua consciência não estava mentindo: eram raciocínios preciosos demais, em todos sentidos. 
Quando se deu conta de que havia abandonado essa intersecção entre planos, também se deu conta de que não conseguiria transpor em um pedaço de papel tudo aquilo que haviam lhe soprado, ainda que começasse imediatamente por meio do notebook que estava logo ali. 
Entretanto, o que mais lhe inquietava era a pergunta: 'Isso já estava dentro de mim, ou alguém, realmente, me soprou aos ouvidos?"- Quer saber? Não importa mais, fosse o que fosse, era maravilhoso. 
Foi aí que percebeu o mais importante... havia sido feliz. Obviamente, dono de uma felicidade rara da qual ninguém o invejaria, parafraseando Clarice, sua mentora espiritual. 
Mas, sim, era uma novidade de espírito.
Noite adentro refletindo sobre o ocorrido, lamentou quando pensou que os pensamentos poderiam ter sido melhores utilizados se lembrados, ou, pelo menos, lhes retirado a essência, e pudessem ter sido transcritos. Mas, segundos após, tomou conta de si novamente, abriu um sorriso bobo, e repensou a questão: iria passar, então, a aprisionar borboletas só por conta de sua beleza? - e gargalhou, timidamente, frente sua habilidade em brincar com analogias. 

Melhor assim: que sejam livres! 
Desejou com a esperança de 'recebê-las' novamente. 

Talvez fosse um breve sinal de que estava, de fato, cuidando melhor de seu jardim. 

  

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Para não dizer que não falei das flores.

Refletimos muito pouco a respeito de causas e efeitos, talvez porque não (re)conheçamos nada mais além daquilo que é de efeito instantâneo. Mas, óbvio, nem sempre é assim. Às vezes os efeitos tardam, mas ouso dizer que não falham. 
Creio que nossa força, nossa vontade, nossa fé e nossa colaboração para que o perquerido ocorra, é elemento indispensável, mas não é o que determina o êxito. Não somos sensíveis, ou até mesmo atenciosos, ao ponto de perceber quais sementes andamos semeando, e como eu disse, os efeitos podem ser tardios, mas não falham. Não estou fazendo alusão a uma lei divina, ou a alguma acepção de "castigo" religioso, mas, pelo contrário, é uma lei da natureza, e que nos remete muito mais a pensar no concreto do no transcendental. 
"Basta querer", "basta dar o primeiro passo", e, pois é! Não vou negar que tudo isso é importante, e nem quero ser o Sr. Desilusão, mas a questão é que no meio do caminho havia uma pedra, e havia uma pedra no meio do caminho. Às vezes os planos não são, de fato, os sonhados. Às vezes sofremos por efeitos reflexos, ora, vivemos em sociedade! Quantas vezes não sofremos a dor do próximo, mesmo sem termos tido qualquer culpa? Quantas vezes não pagamos o preço no lugar de outra pessoa? A questão não é 'desistir já que nada depende de nós', porque interpretou muito errado quem assim entendeu, pois tudo também depende de nós, mas a questão talvez seja parar de se culpar tanto pelo que acontece além de nós, e, até mesmo, conosco. 
Tenhamos tenacidade, não nos entreguemos, e se nos for exigido 100%, façamos sempre 110%. Mas o final é a doce ilusão do alpinista, que, ao chegar ao topo, nada mais lhe cabe do que descer, e assim os objetivos se tornam sem sentido algum quando atingidos. Não se esqueça que, sim, pode haver uma pedra no meio do caminho, bem como no caminho haver uma pedra. Nem sempre atingimos aquilo que merecíamos - materialmente -. Embora algumas pedras possam ser retiradas, algumas são permanentes. Há doenças que limitam o esforço do corpo físico, há pessoas que se perdem em nosso destino e que não podemos concretizar nossos sonhos em tê-las para sempre do lado, e há uma infinidade de outros acasos a quais todos nós estamos, plenamente, passíveis de ser acometidos. 
Mas se for só pelo sucesso, pela conquista, pelo objetivo... mas não por toda jornada, que você se abdica tanto, que você se esforça tanto, que você entrega seus preciosos minutos de descanso: se poupe desse final desastroso. 
Sempre haverá direção para quem quiser um caminho, e ao que importa ao final? O prêmio ou o castigo? Não seja pequeno. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Às avessas..

Em uma linha cronológica, não consigo marcar, sequer, onde tudo se perdeu. 
Quem diria! Logo eu. Alvo de uma peça muito bem pregada pelo destino impregnado por tantas certezas. 
Cara, onde tudo se perdeu?
Autoconfiança demais, talvez. Mas se não a tivesse, quem a teria por mim? 
De monólogos transcendo a vida, tentando compreender o que deu tão errado, e o porquê não poderia/deveria de ter dado certo. 
Outra noite que se vai. 
Quem dera a febre fosse o único motivo de tanto incômodo. 
Eu sei, eu sei, eu sei, eu sei... Mas não está sendo fácil colaborar daqui. 
Prometo hoje, mas amanhã já não sei de mais nada. Memória seletiva de uma cabeça que resolveu tornar-se incapaz de controlar um corpo. 
Talvez o 10 tenha chego, de fato. 
Nesse momento não há tantos infinitos entre 0 e 1. 
Ajuda-te. 
Uma noite na lua resolveria nosso problema. 

terça-feira, 12 de maio de 2015

"Quando você chega à Emergência de um hospital, uma das primeiras coisas que eles pedem é que você dê uma nota para a sua dor numa escala de um a dez. A partir daí eles decidem que medicamentos prescrever e a velocidade com que têm de ser administrados. Passei por essa situação centenas de vezes no decorrer dos anos, e me lembro de uma vez, logo no início, em que eu não estava conseguindo respirar e parecia que meu peito pegava fogo, as chamas lambendo meu tórax por dentro, tentando encontrar um jeito de sair e queimar o lado de fora, e meus pais me levaram para a Emergência. Uma enfermeira me perguntou sobre a dor e eu não conseguia nem falar, então mostrei nove dedos.
Depois, quando eles já tinham me dado alguma coisa, a enfermeira voltou e ficou meio que acariciando minha mão enquanto media a minha pressão arterial, então disse: 'Sabe como eu sei que você é guerreira? Você chamou um dez de nove.‛
Mas não foi exatamente o que aconteceu. Eu chamei aquilo de nove porque estava poupando o meu dez. E aqui estava ele, o grande e terrível dez me açoitando sem parar(...)"